Carregando...
106.1 FM
OUÇA AO VIVO
Player de Streaming

Notícias

/ Maurício Vieira da Cunha

Aumento no IPTU deve ser de 2,7%

Projeto que realinha a cobrança do imposto em toda cidade não tem mais como ser votado este ano

O IPTU 2018 deve ser reajustado em no máximo 3%, recebendo apenas o impacto inflacionário do período. A decisão ainda precisa ser anunciada pela Prefeitura, mas não há outra alternativa. O projeto de lei que pretende realinhar e elevar o IPTU de toda Cachoeira do Sul e, segundo a Prefeitura, “fazer justiça social”, não será votado neste ano. Faltando só duas sessões para fechar o ano legislativo, a Câmara aprovou a realização de audiências públicas para discutir o assunto com a sociedade, tirando qualquer possibilidade de aprovação do projeto este ano.

Além disso, também precisa ser criada uma comissão especial dos vereadores para analisar o assunto. Por isso, o reajuste do IPTU não chegará a 3%, de acordo com os índices inflacionários atuais (a Prefeitura pode usar qualquer indexador). Se a Prefeitura usar o IPCA dos últimos 12 meses, como fez no ano passado, o reajuste hoje seria de 2,7%.


41% EM TRÊS ANOS

Extremamente técnico, o projeto que está na Câmara afeta todos os cachoeirenses, trabalhadores, população carente e grandes proprietários de imóveis. Todos estes personagens fazem pressão, direta ou indiretamente, sobre os vereadores para que não aprovem o projeto. A proposta elevaria o valor total de IPTU na cidade em 24% já em 2018, chegando a R$ 19,02 milhões. Em 2017 o valor total lançado foi de R$ 15,3 milhões. Ao todo, o projeto prevê um reajuste de 41% no IPTU nos próximos três anos.

Lara confia na votação

O secretário municipal de Governo, Luciano Lara, ainda confia que os vereadores tenham sensibilidade em analisar o projeto. “Os vereadores têm liberdade inclusive para determinar de que forma será escalonado o reajuste”, comenta. A Prefeitura montou o reajuste com o maior incremento já para 2018. Embora ninguém no governo admita, a derrota do projeto de lei é dada como quase certa, o que aconteceria pela segunda vez (GG já tentou atualizar a planta de valores em sua primeira administração e também foi derrotado na Câmara).

Assim como na primeira vez, ainda no primeiro Governo Sérgio Ghignatti, falta para a Prefeitura a habilidade de comunicar aos vereadores e à sociedade da forma mais clara possível como o projeto impacta os impostos de toda a cidade, quais tipos de construções serão mais impactadas. Mesmo que empreenda esse esforço, a resistência para a aprovação de um projeto deste tipo é enorme – considerada a alta elevação tributária e a natural resistência da sociedade.


Reajuste exige lei também

Sem a aprovação do projeto de lei, a Prefeitura poderá escolher qualquer indexador inflacionário para determinar o percentual de reajuste. Assim, as cobranças em relação à metragem quadrada e tipologia das construções ficam dentro dos mesmos parâmetros não modificados há décadas e permanecem as chamadas injustiças sociais às quais a Prefeitura se refere – que é o caso de casarões em locais nobres tendo um imposto similar ao de casas simples nas periferias.

Atualmente, com a inflação em baixa, os principais indicadores inflacionários estão entre 1% e 2% no ano – percentual que poderia ser usado para o reajuste com a não aprovação do projeto. Se adotado o mesmo indexador do ano passado e usando a regra do percentual em 12 meses, o reajuste será de 2,7%.
 

>> Uma pergunta

Qual será o reajuste no meu IPTU, JP?

O valor do reajuste de cada contribuinte dependerá do que acontecerá na Câmara. Como tudo indica que o projeto não será aprovado, o reajuste não deve chegar a 3%. Se o projeto for aprovado, e quando for aprovado, é impossível dizer quanto cada consumidor terá efetivamente de reajuste no seu imóvel – já que a proposta que tramita na Câmara traz uma metodologia nova para calcular o valor dos imóveis em todas as regiões da cidade e considera diversas questões sociais e econômicas de cada região. Em tese, pelo discurso da Prefeitura, casas em regiões mais nobres e mansões serão mais taxadas do que residências comuns e nas periferias.

Fonte da notícia: Jornal do Povo
Compartilhar

Veja Também

15 de Dezembro 2017 / Maurício
Programa Campereando deste domingo será no Piquiri
Qualquer um pode levar a família e sua carne para assar no galpão e participar do programa/saiba mais/
15 de Dezembro 2017 / Maurício
Vem aí mais um Feirão de Automóveis da GVC.fm
Evento será neste domingo na Praça José Bonifácio/saiba mais/
BAIXE NOSSO APP
FALE CONOSCO
PEÇA SUA MÚSICA / ENVIE SEU RECADO
Copyright 2015 © Rádio GVC 106.1 FM
Rádio GVC 106.1 FM